Bodas de Purpurina: meus 7 meses de casada

Oi gente, tudo bem?

Sei que sumi por dias demais, mas semana passada foi meio corrida e tive pouco tempo para sentar e escrever no blog. Assim sendo, essa semana (e muito provavelmente a próxima também) vai ser um pouco “bagunçada”, ou seja, vai sair um pouco da proposta inicial do blog, de ter uma determinada categoria por dia. Mas é que tem tanta coisa bacana acontecendo ao mesmo tempo que resolvi falar sobre tudo isso por aqui. Lembrem-se que eu disse que ia rolar um “desabafo” de vez em quando por aqui! Rs

Bom, como todos os assuntos estão atrasados mesmo, eu resolvi que pelo menos um deles tem que estar em dia, e esse assunto é: minhas bodas de purpurina. Acredito que eu nunca tenha falado exatamente sobre meu casamento em lugar algum, apenas falei bem por cima no meu facebook, um dia depois de casar. Depois de 7 meses casada e com tantas mudanças que esse casamento trouxe para a minha vida, decidi que está na hora de falar sobre ele, todo, desde o pedido até os dias de hoje.

Tudo com a gente foi muito rápido. Nos conhecemos em novembro de 2012, nos aproximamos em janeiro de 2013, em outubro nos beijamos pela primeira vez e logo em seguida ele me pediu em namoro (com direito a alianças sendo trazidas pelo garçom de uma cantina italiana!). Em março de 2014 começamos a morar juntos, em agosto ele me pediu em casamento e em outubro nos casamos. Assim, tudo super rápido mesmo. Acho que quando sabemos que é certo, não precisamos demorar. Já temos a certeza, não precisamos esperar o tempo passar para saber se vamos nos dar bem.

Bom, em agosto de 2014 o Rafael conseguiu um emprego muito bom aqui em São José dos Campos, o que significou que ele teria que se mudar, enquanto eu teria que ficar em São Paulo para conseguir terminar minha faculdade. Começamos, então, a morar separados e nos víamos apenas nos finais de semana. Logo no início começamos a conversar como seria nossa nova realidade. Claro que eu não pensei duas vezes para decidir me mudar com ele e recomeçar a vida no interior, mesmo que isso significasse largar tudo em São Paulo: emprego, família, amigos. Naquele momento, o Rafael era minha família, era minha vida toda. Não precisava nem pensar para saber que eu o seguiria para onde ele fosse. Não demorou muito para o Rafael começar a falar em casamento. Começamos a conversar sobre isso não pensamento no lado romântico, mas no lado prático mesmo. Ele queria se casar para me dar segurança na mudança.

Logo os pedidos começaram. “Casa comigo?” ele me dizia quando estávamos deitados prontos para dormir. Eu sempre dizia não, insistia que não podia ser daquele jeito. Mas ele não desistia! Rs. Até que um dia eu respondi que sim, me casava com ele. E decidimos que o casamento seria em outubro, no nosso aniversário de namoro, às escondidas mesmo, sem ninguém saber. Mas eu devia saber que o Rafa não deixaria as coisas assim…

Eu estava fazendo cursinho aos sábados e o Rafael foi me buscar depois da aula. Fomos almoçar juntos e ele me disse que iria buscar as alianças que havia encomendado para o casamento. Como ele não queria que eu visse as alianças, ele foi sozinho enquanto eu olhava uma loja. Quando ele voltou, estava muito nervoso, disse que as alianças ainda não estavam prontas e que era a segunda vez que isso acontecia. Bom, como não tínhamos planos no dia, pedi para olhar mais algumas lojas antes de irmos para casa e comprei algumas roupas.

Chegamos em casa e fui arrumar algumas coisas na cozinha, só depois resolvi deixar as roupas que havia comprado no quarto. Eu morava em um apartamento de 3 quartos, sendo um bem no final do corredor. Quando estava indo para o quarto, a luz do quarto do fundo acendeu sozinha. E lá estava. A surpresa. Faixas com “Casa Comigo?” espalhadas pelo chão, rosas, champagne e nossas fotos ao centro. Quando me virei, o Rafa estava de joelhos, segurando a aliança. Eu nem consegui responder. Comecei a chorar e o abracei super forte. Ele conseguiu me enganar de verdade!

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No final de semana seguinte já fomos até o cartório para habilitar o casamento e marcamos para dia 11 de outubro, 4 dias depois do nosso aniversário de 1 ano de namoro. Chamamos duas amigas próximas para serem testemunhas e só depois que já havíamos marcado a data foi que avisamos as famílias e amigos.

Nossa ideia realmente era não fazer nada, casar apenas no cartório e, quem sabe, fazer um pequeno almoço só com a família e os mais próximos, mas minha família resolveu nos presentear com um miniwedding. Eu só tinha pouco mais de 1 mês para organizar tudo para o casamento, então vocês devem imaginar como foi uma loucura completa. Comecei, então, a pesquisar lugares bacanas para fazer um casamento pequeno em São Paulo. Joguei no google “Bistrots em São Paulo” e depois de vários orçamentos que estouravam – e muito! – o valor que tínhamos para gastar, encontrei o Bistrot de Paris. Fui um dia almoçar lá para conhecer e era simplesmente lindo, bem do jeito que eu queria. Com o lugar já fechado, fiquei mais tranquila para cuidar do resto.

Todo mundo ajudou um pouco. Meu irmão fez os convites e os cardápios do almoço, minha prima me deu um naked cake maravilhoso de baunilha com recheio de mousse de chocolate meio amargo e frutas vermelhas, minha madrinha de casamento me deu os noivinhos que iam no topo do bolo, uns amigos me ajudaram a preparar as caixinhas que seriam as lembrancinhas, minha mãe me deu os docinhos, minha sogra fez meu buquê e minha tia arrumou a louça – que era da minha avó – e as flores do casamento. Por minha conta, ficou só conseguir alguém bacana para fazer os bem casados, e tive uma sorte danada! Consegui uma moça super bacana – Ana Paula Moutinho – que faz bem casados maravilhosos, tradicionais e de doce de leite argentino, e embala com os papéis mais lindos (eu escolhi os tradicionais com papel creme e fita azul e os de doce de leite argentino com papel italiano de brocado azul marinho e fitinha creme).

Convite feito pelo meu irmão. O tema do casamento era Fusca Azul!

Convite feito pelo meu irmão. O tema do casamento era Fusca Azul!

Eu super feliz com o cardápio lindo que meu irmão fez!

Eu super feliz com o cardápio lindo que meu irmão fez!

Detalhes do naked cake maravilhoso do casamento!

Detalhes do naked cake maravilhoso do casamento!

Noivinhos - Topo do bolo!

Noivinhos – Topo do bolo!

Caixinha que foi a lembrancinha.

Caixinha que foi a lembrancinha.

Os docinhos parte 1: brigadeiros de pistache, tortinhas de limão e macarrons de vários sabores.

Os docinhos parte 1: brigadeiros de pistache, tortinhas de limão e macarrons de vários sabores.

Os docinhos parte 2: brigadeiros de champagne e piramides de chocolate com recheio de mel.

Os docinhos parte 2: brigadeiros de champagne e piramides de chocolate com recheio de mel.

Buquê de tulipas de pano feito pela minha sogra. As tulipas extras os convidados levaram.

Buquê de tulipas de pano feito pela minha sogra. As tulipas extras os convidados levaram.

Os maravilhosos bem casados!

Os maravilhosos bem casados!

Quando chegou o dia claro que houveram alguns imprevistos. Primeiro nosso casamento no civil atrasou muito e, assim, atrasou muito meu horário no salão também. Foi tudo super corrido. Mas no fim deu tudo certo. Cheguei ao salão, fiz a make e o cabelo do jeito que eu queria, atrasei apenas meia horinha para chegar ao Bistrot para o almoço (estava marcado para as 12h e eu só consegui chegar 12h30, um atraso bem tolerável!). No Bistrot minha madrinha celebrou a cerimônia das areias, nós trocamos votos e alianças, minha mãe falou, a minha sogra falou e nossos padrinhos falaram. Foi aquele chororô todo. Rs.

Nós no Cartório, esperando sermos chamados para casar. Meu vestido é da Luigi Bertolli.

Nós no Cartório, esperando sermos chamados para casar.

No cartório nós não trocamos alianças, o Rafael apenas me deu um anel de brilhante que era da minha avó.

No cartório nós não trocamos alianças, o Rafael apenas me deu um anel de brilhante que era da minha avó.

Casamos, oficialmente!

Casamos, oficialmente!

Últimos retoques da make.

Últimos retoques da make.

Com cabelo e make prontos!

Com cabelo e make prontos!

Chegamos no Bistrot!

Chegamos no Bistrot!

Cerimônia das areias

Cerimônia das areias

As alianças estavam nesse baú, que também era da minha avó!

As alianças estavam nesse baú, que também era da minha avó!

As alinças.

As alinças.

Casei! E choramos.

Casei! E choramos.

O casamento foi bem pequeno: apenas 30 convidados, sendo a maioria da família. Os amigos que chamamos foram os mais próximos, que viram de perto minha história com o Rafa começar e crescer. O almoço foi maravilhoso, a comida estava ótima, as bebidas casaram perfeitamente, e os doces… Só tenho uma coisa a dizer sobre os doces: saudades. No final, minha maior alegria foi ver que todo mundo que estava ali compartilhava da minha alegria e acreditava cegamente no nosso amor. Foi maravilhoso ver todo mundo interagindo, mesmo quem não se conhecia, partilhando aquela alegria enorme!

O brinde!

O brinde!

Cortando o bolo.

Cortando o bolo.

Todas as mulheres da família.

Todas as mulheres da família.

Todos os homens da família.

Todos os homens da família.

As mulheres e o noivo.

As mulheres e o noivo.

Os homens e a noiva.

Os homens e a noiva.

Apesar de alguns pequenos errinhos, no geral tudo deu muito, muito certo. Foi o dia mais feliz de toda a minha vida, sem dúvida alguma (supera até minha ida ao Magic Kingdom na noite de natal) e pretendo repetir esse almoço em alguma das nossas bodas mais longas (5 anos, talvez?).

Desde o casamento, eu e o Rafa mudamos de cidade, eu me formei, larguei meu emprego, parei de trabalhar e virei dona de casa em tempo integral. Aprendi a cozinhar, a limpar uma casa, a manter as coisas de maneira organizada e a plantar. Minha vida deu uma reviravolta enorme desde que conheci o Rafael e encho a boca para dizer: nunca fui tão feliz em toda a minha vida. Todos os dias sou preenchida por uma felicidade sem tamanho e por muita gratidão por estar sempre rodeada de amor e paz.

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E vocês? Qual a sua história de amor? Conta pra mim!

Quer mais detalhes sobre meu casamento? Alguma informação em especial? É só deixar um comentário que terei prazer em responder!

Até a próxima!

Fernanda

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Um comentário sobre “Bodas de Purpurina: meus 7 meses de casada

  1. Aiaiai, casar é tudo de bom! E nem preciso dizer que sua história é uma das histórias mais legais, pois é a mais parecida com a minha e eu realmente consigo “sentir” o que vc transmite em palavras. Tive um relacionamento bem menos conturbado que o seu mas que me fez perder muitas perspectivas de futuro, até conhecer meu marido em Set/2013. Também foi uma loucura, um mês depois estavamos namorando, um pouco menos de 1 ano morando juntos e escolhemos a data próxma ao nosso primeiro ano para nos casarmos. Realmente quando é certo não precisa de esperar/enrolar.
    Desejo para vocês TOOOOODA a felicidade do mundo, que esse sentimento gostoso de começo de casamento dure para vocês para sempre, mesmo depois que passar esses primeiros anos, mesmo depois das crianças, mesmo na velhice, para sempre mesmo. Você merece!!!

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